OS SANTOS E SANTAS DE DEUS
Autor: Marcio Garcia | novembro 7, 2011
A santidade é reflexo de Cristo
Uma pessoa não é santa porque a Igreja a canoniza, mas a Igreja a canoniza porque ela é santa. Com a canonização de alguém, a Igreja nos propõe exemplo de vida e mostra de modo vivo que todos nós somos chamados a corresponder plenamente ao chamado de Deus de sermos como Ele é (cf, Mt 5,48). Os santos são discípulos exemplares de Jesus Cristo e ajudam os seus irmãos a conhecerem os caminhos do Evangelho e da imitação de Cristo.
O que é o culto (veneração) de todos os santos?
Cristo é a cabeça do corpo, que é a Igreja, cujos membros são todos os cristãos. Existe entre a cabeça (Cristo) e o corpo (cristãos) uma comunhão de vida, assim como dos cristãos entre si. Os santos são membros do Corpo Místico de Cristo, nos quais a Redenção alcançou a plenitude dos seus frutos. Terminada a peregrinação terrestre, plenamente compenetrados pelo amor de Cristo e configurados com ele, os santos gozam atualmente da visão de Deus face a face.
Conscientes dessa verdade, os cristãos, desde os primeiros séculos, entendendo que esta nova situação não cancela a comunhão e a solidariedade, começaram a venerar santos como modelos e como intercessores em favor daqueles que ainda peregrinam pelas estradas deste mundo, entre as suas vicissitudes.
Na perfeição dos santos, os cristãos, em primeiro lugar, adoram, louvam e bendizem a obra do Criador e Redentor, a expressão perfeita de sua sabedoria e vitória. Segundo, invocando a bondade de Deus e de suas obras, o culto dos santos desperta nos que estão em estado de peregrinação o desejo de chegarem também ele à Jerusalém Celeste, onde se encontram os bem-aventurados. A intercessão dos justos, sobretudo, dos que alcançaram a plenitude, sendo agradável a Deus (cf, Gn 18,22-32), pode obter as graças espirituais e materiais para aqueles que necessitam conseguir a plenitude da Redenção (cf, Rm 8, 29). Trata-se de uma comunhão em que os santos, em virtude de sua caridade, não podem deixar de orar por quem não “está ainda na Pátria, mas a caminho”.
A intercessão dos santos não tem a função de informar Deus de necessidades que lhe são ignoradas, mas, sobretudo, de fazer com que os fiéis possam compreender e corresponder mais plenamente os planos e à vontade de Deus.
Fonte: Texto extraído do livreto – Sou católico : Vivo a minha Fé – CNBB
Márcio Garcia
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O QUE É PECADO MORTAL?
Autor: Marcio Garcia | outubro 7, 2011
O que é pecado mortal segundo o catecismo da Igreja catolica?
Para que um pecado seja mortal requerem-se três condições
A Igreja nos ensina que não podemos comungar em pecado mortal sem antes nos confessar. Pecado mortal é aquele que é grave, normalmente contra um dos Dez Mandamentos de Deus: matar, roubar, adulterar, prostituir, blasfemar, prejudicar os outros, ódio, etc.. É algo que nos deixa incomodados…
Veja o que diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC) sobre isso:
§1856 - O pecado mortal, atacando em nós o princípio vital que é a caridade, exige uma nova iniciativa da misericórdia de Deus e uma conversão do coração, que se realiza normalmente no sacramento da Reconciliação:
“Quando a vontade se volta para uma coisa de per si contrária à caridade pela qual estamos ordenados ao fim último, há no pecado, pelo seu próprio objeto, matéria para ser mortal… quer seja contra o amor de Deus, como a blasfêmia, o perjúrio etc., ou contra o amor ao próximo, como o homicídio, o adultério, etc. Por outro lado, quando a vontade do pecador se dirige às vezes a um objeto que contém em si uma desordem, mas não é contrário ao amor a Deus e ao próximo, como, por exemplo, palavra ociosa, riso supérfluo etc., tais pecados são veniais” (S. Tomás, S. Th. I-II,88,2).
§1857 – Para que um pecado seja mortal requerem-se três condições ao mesmo tempo: “É pecado mortal todo pecado que tem como objeto uma matéria grave, e que é cometido com plena consciência e deliberadamente” (RP 17).
§1858 – A matéria grave é precisada pelos Dez Mandamentos segundo a resposta de Jesus ao jovem rico: “Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não defraudes ninguém, honra teu pai e tua mãe” (Mc 10,19). A gravidade dos pecados é maior ou menor; um assassinato é mais grave do que um roubo. A qualidade das pessoas lesadas entra também em consideração. A violência exercida contra os pais é em si mais grave do que contra um estrangeiro.
§1859 – O pecado mortal requer pleno conhecimento e pleno consentimento. Pressupõe o conhecimento do caráter pecaminoso do ato, de sua oposição à lei de Deus. Envolve também um consentimento suficientemente deliberado para ser uma escolha pessoal. A ignorância afetada e o endurecimento do coração (cf. Mc 3,5-6; Lc 16,19-31) não diminuem, antes aumentam, o caráter voluntário do pecado.
§1860 – A ignorância involuntária pode diminuir ou até escusar a imputabilidade de uma falta grave, mas supõe-se que ninguém ignore os princípios da lei moral inscritos na consciência de todo ser humano. Os impulsos da sensibilidade, as paixões podem igualmente reduzir o caráter voluntário e livre da falta, como também pressões exteriores e perturbações patológicas. O pecado por malícia, por opção deliberada do mal, é o mais grave.
§1861 – O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, como o próprio amor. Acarreta a perda da caridade e a privação da graça santificante, isto é, do estado de graça. Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso. No entanto, mesmo podendo julgar que um ato é em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus.
§1862 – Comete-se um pecado venial quando não se observa, em matéria leve, a medida prescrita pela lei moral, ou então quando se desobedece à lei moral em matéria grave, mas sem pleno conhecimento ou sem pleno consentimento.
Fonte: Felipe Aquino
Artigo nº: 413 Categoria: Catecismo
Márcio Garcia
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Você conhece os 5 mandamentos da Igreja?
Autor: Marcio Garcia | outubro 4, 2011
Os Cinco Mandamentos da Igreja
Obrigações que todo católico tem de cumprir
Uma coisa que muitos católicos não sabem – e por isso não cumprem – é que existem os “Cinco Mandamentos da Igreja”, além dos Dez Mandamentos conhecidos. Eles não foram revogados pela Igreja com o novo Catecismo de João Paulo II (1992). É preciso entender que mandamento é algo obrigatório para todos os católicos, diferente de recomendações, conselhos, entre outros.
Cristo deu poderes à Sua Igreja a fim de estabelecer normas para a salvação da humanidade. Ele disse aos Apóstolos: “Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita, e quem me rejeita, rejeita Aquele que me enviou” (Lc 10,16). E prossegue: “Em verdade, tudo o que ligardes sobre a terra, será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra, será também desligado no céu.” (Mt 18,18)
Então, a Igreja legisla com o “poder de Cristo”, e quem não a obedece, não obedece a Cristo, e conseqüentemente a Deus Pai.
De modo que para a salvação do povo de Deus, a Igreja estabeleceu cinco obrigações que todo católico tem de cumprir, conforme ensina o Catecismo da Igreja Católica (CIC). Este ensina: “Os mandamentos da Igreja situam-se nesta linha de uma vida moral ligada à vida litúrgica e que dela se alimenta. O caráter obrigatório dessas leis positivas promulgadas pelas autoridades pastorais tem como fim garantir aos fiéis o mínimo indispensável no espírito de oração e no esforço moral, no crescimento do amor de Deus e do próximo.” (§2041)
Note que o Catecismo diz que isso é o “mínimo indispensável” para o crescimento na vida espiritual dos fiéis. Podemos e devemos fazer muito mais, pois isso é apenas o mínimo obrigado pela Igreja. Ela sabe que, como Mãe, tem filhos de todos os tipos e condições, portanto, fixa, sabiamente, apenas o mínimo necessário, deixando que cada um, conforme a sua realidade, faça mais. E devemos fazer mais.
1º – Primeiro mandamento da Igreja: “Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”.
Ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor, e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos, em primeiro lugar participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e se abstendo de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias (Código de Direito Canônico-CDC , cân. 1246-1248) (§2042).
Os Dias Santos – com obrigação de participar da missa, são esses, conforme o Catecismo: “Devem ser guardados [além dos domingos] o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania (domingo no Brasil), da Ascensão (domingo) e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), de Santa Maria, Mãe de Deus (1º de janeiro), de sua Imaculada Conceição (8 de dezembro) e Assunção (domingo), de São José (19 de março), dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo (domingo), e por fim, de Todos os Santos (domingo)” (CDC, cân. 1246,1; n. 2043 após nota 252) (§2177).
2º - Segundo mandamento: “Confessar-se ao menos uma vez por ano”.
Assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do Sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e perdão do Batismo (CDC, cân. 989). É claro que é pouco se confessar uma vez ao ano, seria bom que cada um se confessasse ao menos uma vez por mês, pois fica mais fácil de se recordar dos pecados e de ter a graça para vencê-los.
3º - Terceiro mandamento: “Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição”
O período pascal vai da Páscoa até festa da Ascenção) e garante um mínimo na recepção do Corpo e do Sangue do Senhor em ligação com as festas pascais, origem e centro da Liturgia cristã (CDC, cân. 920).
Também é muito pouco comungar ao menos uma vez ao ano. A Igreja recomenda (não obriga) a comunhão diária.
4º - Quarto mandamento: “Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja
No Brasil isso deve ser feito na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa). Este jejum consiste em um leve café da manhã, um almoço leve e um lanche também leve à tarde, sem mais nada no meio do dia, nem o cafezinho. Quem desejar, pode fazer um jejum mais rigoroso; o obrigatório é o mínimo. Os que já tem mais de sessenta anos estão dispensados da obrigatoriedade, mas podem fazê-lo se desejarem.
Diz o Catecismo que o jejum “Determina os tempos de ascese e penitência que nos preparam para as festas litúrgicas; contribuem para nos fazer adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração (CDC, cân. 882)”.
5º - Quinto mandamento: “Ajudar a Igreja em suas necessidades”
Recorda aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades (CDC, cân. 222). Não é obrigatório que o dízimo seja de 10% do salário, nem o Catecismo nem o Código de Direito Canônico obrigam esta porcentagem, mas é bom e bonito se assim o for. O importante é, como disse São Paulo, dar com alegria, pois “Deus ama aquele que dá com alegria” (cf. 2Cor 9, 7). Esta ajuda às necessidades da Igreja pode ser dada uma parte na paróquia e em outras obras da Igreja.
Nota: Conforme preceitua o Código de Direito Canônico, as Conferências Episcopais de cada país podem estabelecer outros preceitos eclesiásticos para o seu território (CDC, cân. 455) (§2043).
Demos graças a Deus pela Santa Mãe Igreja que nos guia. O Papa Paulo VI disse que “quem não ama a Igreja não ama Jesus Cristo”.
Livro: Ciência e fé em harmonia, Felipe Aquino
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A EMOÇÃO DE SEGUIR JESUS!
Autor: Marcio Garcia | outubro 4, 2011
A EMOÇÃO DE SEGUIR JESUS
Chegou ao fim o Rock in Rio, evento que reuniu uma multidão nas noites da cidade do Rio de Janeiro, aproximadamente cem mil pessoas por noite.
Hoje acompanho o desenrolar do Rock in Rio pelos noticiários sucessivos da mídia e pelos comentários que ouço ou vejo nos sites de relacionamento, mas nem sempre foi assim.
Na década de noventa também eu estava no meio de milhares de pessoas “enlouquecidas” pelo Rock in Rio, dentro do estádio do Maracanã, tomado de espanto diante de toda aquela “superprodução”, algo jamais visto pelos meus olhos. Era muita luz, um palco gigante dentro de um lugar gigante, um som de fazer tremer qualquer ambiente, enfim, “uma emoção” só, só uma emoção, bem diferente de uma emoção diária.
Como eu disse, foi “uma emoção” estar ali naquele momento, mas até então eu não tinha ainda passado por outra emoção, completamente diferente e sem explicação.Três anos depois tive um encontro que me traz emoções todos os dias, algo que mexeu comigo profundamente.
Enquanto eu viajei quilômetros até o Rio de Janeiro para ter uma “emoção” momentânea, não precisei andar alguns metros para me ver na maior emoção do ser humano, conhecer Jesus Cristo.
Talvez muitos possam dizer: não tem nada a ver, sim, eu concordo. O que quero nesse texto é poder partilhar duas coisas:
A liberdade que foi concedida ao ser humano, liberdade de poder ir aonde deseja, de fazer o que quiser e quando quiser dentro da moral estabelecida pela sociedade .E é justamente com essa liberdade que nós conseguimos distinguir o que é emoção de verdade.Quando vejo pela TV aquela multidão atrás de seus ídolos, é inevitável não imaginar a grande multidão que corria atrás de JESUS, e olha que Ele nem era roqueiro, mas preenchia e ainda preenche o vazio de corações que vivem em busca de felicidade.
Também quero refletir sobre essa emoção que o mundo nos proporciona, dizer que por ser do mundo é passageira e muitas vezes ilusória, nos emociona por alguns instantes, por algumas horas, talvez por alguns dias, meses ou ano, mas chega ao fim, como chegou o Rock in Rio. Quando se olha pra trás só se vê um passado e nada mais.
Quando se tem a emoção de experimentar as maravilhas de JESUS, podemos olhar pra trás e sempre veremos o hoje, pois essa sim é uma emoção duradoura.
Duas multidões seguindo suas emoções, uma seguindo seus ídolos e outra adorando seu Deus, uma caminhando para esquerda e outra para direita, uma gritando e outra louvando, mas ambas caminham livres, ouvindo os desejos de seus corações.
Meu coração que um dia já desejou o que passa, hoje pulsa firme pelo que não passa, rompe todas as barreiras para estar ao lado de JESUS, sem nenhuma pressão ou modismo, simplesmente por ser livre e querer o que realmente traz felicidade.
Aos cristãos que acompanharam emocionados o Rock in Rio, fica o meu convite e minha oração para que também se emocionem sigam fiéis os passos de JESUS.
Um abraço fraterno!
Márcio Garcia
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Santa Terezinha do menino Jesus, a padroeira das missões!
Autor: Marcio Garcia | outubro 1, 2011

SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS, PADROEIRA DAS MISSÕES!
Não quero ser santa pela metade, escolho tudo”.
A santa de hoje nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração - e o de todos nós - foi feito para amar. Nascida de família modesta e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula Teresa: quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Teresinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.
Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre, igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância espiritual.
O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária “desde a criação do mundo até a consumação dos séculos”. Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia “História de uma alma” e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam a Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.
Morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de outubro de 1897 dizendo suas últimas palavras: “Oh!…amo-O. Deus meu,…amo-Vos!”
Após sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. A beatificação em 1923, a canonização em 1925 e declarada “Patrona Universal das Missões Católicas” em 1927, atos do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face doutora da Igreja.
Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!
E abençoai a nossa missão Fidelidade, que através dela muitas pessoas se encontrem com a graça de Deus, e que alcancem a esperança da libertação.
Um abraço fraterno!
Márcio Garcia
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O QUE É CATEQUESE?
Autor: Marcio Garcia | setembro 30, 2011
CATEQUESE
Quando se fala em catequese, muitos pensam na catequese que prepara as crianças à Primeira Eucaristia ou á Crisma.
Engana-se quem acha que catequese é o mesmo que “dar catecismo”. A catequese faz parte da ação evangelizadora da Igreja que envolve aqueles que aderem a Jesus Cristo.
Catequese é o ensinamento essencial da fé, não apenas da doutrina, como também na vida, levando a uma consciente e ativa participação do mistério litúrgico e irradiando uma ação apostólica.
Segundo o documento de Puebla e a afirmação dos Bispos do Brasil, a catequese é um processo de educação da fé em comunidade, é dinâmica, é sistemática e permanente.
A catequese é um processo de educação da fé:
· em comunidade – porque é algo que vai se realizando aos poucos, num caminhar em comunidade, em busca de uma sociedade fraterna e justa.
· é dinâmica – porque está sempre atenta às situações históricas e sociais de nossa realidade.
· é sistemática – porque organiza uma programação para facilitar o conhecimento das verdades da fé, da Palavra de Deus e do Magistério da Igreja.
· é permanente – porque passa por todas as etapas e por todas as faixas de idade.
A Catequese é:
· a missão primordial da Igreja, que nasce da fé e se desenvolve na catequese permanente;
· uma missão que enriquece a quem a desempenha. Quando catequizamos, nós somos os primeiros catequizados.
· um anúncio e serviço para procurar um vivo contato com Jesus Cristo, nas dimensões pessoal e comunitária para uma vivência cristã levando a um compromisso.
O documento “Catequesi Tradendae” nº 21 nos ensina que a catequese tem como tarefa a iniciação cristã integral e sistemática na fé, aberta a todos os aspectos da vida cristã, motivando os catequizandos à adesão a Jesus Cristo.
Catequese é diferente da evangelização que é o primeiro anúncio do evangelho e nos leva à conversão.
A catequese tem como tarefa a iniciação global e sistemática da fé. Por meio da catequese é assimilada a doutrina e as verdades da fé que levam a um contato vivo com Cristo, tanto na dimensão pessoal como na dimensão da comunidade cristã. Não é algo improvisado, mas tem um programa completo, integral e aberto a todos os aspectos da vida cristã (CT 21).
A CATEQUESE:
· leva a motivação para buscar o conhecimento do mistério de Cristo na sua profunda vivência de fraternidade e justiça;
· leva à uma iniciação na experiência religiosa, na oração e na vida sacramental;
· leva á uma iniciação no compromisso missionário da Igreja;
· leva ao crescimento da Igreja. A igreja do amanhã depende da catequese de hoje. Por isso, a catequese deve preocupar-se continuamente não só em levar conhecimento dos mistérios da fé, mas também abrir os corações à conversão e à adesão:
- a Jesus Cristo, o Salvador que anunciamos;
- ao homem, herdeiro do Reino de Deus;
- à Igreja, povo de Deus.
A catequese leva em conta as condições da pessoa: suas preocupações, esperanças e necessidades. A partir do homem, a catequese motiva-o para a vivência de sua fé integrada no dia-a-dia de sua vida cristã.
Os problemas sociais que hoje as pessoas enfrentam exigem novas formas de catequizar. Por isso, é necessário dedicar-se à educação da fé para criar responsabilidades nas ações, respeitando a dignidade e os direitos humanos.
· O que entendemos por catequese e por catequizar? O que podemos acrescentar as definições estudadas?
· O que a catequese exige de nós, como catequistas e como grupo de catequistas?
Fonte: Folheto Ecoando 1 - formação interativa com catequistas - Editora Paulus
Um abraço fraterno!
Márcio Garcia
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Ecumenismo e Diálogo Interreligioso da CNBB
Autor: Marcio Garcia | setembro 26, 2011
O ecumenismo e o diálogo interreligioso
Em nossa sociedade temos variedade de religiões e cada vez mais se multiplicam as comunidades religiosas de diversas naturezas. Aprender a conviver com todas é um desafio e uma necessidade. A intolerância não ajuda à convivência harmoniosa, respeitadora e valorizadora dos dons de umas e outras.
Há muitas pessoas e muitos grupos religiosos que sabem conviver com as diferenças de modo positivo e civilizado. É muito importante saber valorizar as atitudes e as virtudes dos outros. Mostramos os nossos valores e convicções de fé como contribuição de propostas para a promoção da vida com ética e respeito à vida digna de cada ser humano. A religião deve ser uma contribuição harmoniosa de convivência que produza o bem de todos, com respeito à cultura de cada pessoa e grupo étnico e religioso.
O ecumenismo se dá com o respeito, o diálogo e a valorização das diversas pessoas de comunidades religiosas de denominação cristã. Seu valor se baseia na própria vontade de Jesus. Ele pede ao Pai pela unidade de seus discípulos (Cf. Jo 17,21). As realidades que nos unem são maiores e mais forte do que as diferenças: o amor que Jesus nos ensina a ter mesmo aos inimigos, a Palavra de Deus, o batismo, a fé… Mesmo quando o outro não quer o diálogo ou infelizmente nos agride, desobedecendo o mandamento do amor, temos que amá-lo. Não podemos usar agressão e o mesmo método do agressor. Devemos, assim mesmo, amá-lo. Desse modo até um dia poderão sentir vergonha de ter feito isso conosco! Somos chamados ao diálogo, ao conhecimento do outro e à valorização de suas virtudes. Devemos testemunhar nossa fé e, por causa dela, fazer o bem ao outro. Jamais podemos agredir o outro. Não podemos responder à agressão com agressão e sim pagar o mal com o bem. Ecumenismo não é sincretismo nem relativismo, mas testemunho de fé com amor ao outro por causa de Deus. O diálogo ecumênico nos faz até orar juntos. Temos todo ano a Semana de Oração pela unidade dos cristãos. Fazemos Campanhas da Fraternidade Ecumênicas, como será a de 2010…
O diálogo interreligioso é o diálogo e a manifestação de fraternidade com pessoas e instituições de outras religiões não cristãs. Indicamos, assim, que vemos valores humanos, éticos e religiosos nelas, como também, em base à nossa fé, procuramos fazer o bem a todos e trabalhamos juntos em projetos e ações de promoção do bem comum. Temos comissões de diálogo entre católicos e judeus, católicos e islâmicos, católicos e religiões afro.
As diferenças não podem nos colocar como inimigos e sim como pessoas humanas com culturas e religiões diferentes, com seus valores e suas propostas. Se temos discordâncias temos também valores em comum. Naquilo que não concordamos devemos dialogar e manifestar de modo civilizado nosso ponto de vista e nossas convicções sem agredir os outros.
Dom José Alberto Moura, CSS
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo
Interreligioso da CNBB
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EIS QUE EU ME LANÇO EM TEUS BRAÇOS SENHOR!
Autor: Marcio Garcia | setembro 25, 2011
A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vocês, filhos amados da Comunidade e os demais irmãos em Cristo.

Eis que eu me lanço em teus braços Senhor, eis que minhas vistas se abrem diante da Tua luz, eis que tudo se torna novo, e não vejo outra reação dentro de mim que não seja me atirar em teus braços.
Estou completamente seduzido pelo Vosso Amor, e posso dizer que, o que mais desejo nesse momento é viver para Ti, é fundamentar minha fé pelo Reino, abraçar Tua causa e partilhar da Tua Palavra: “Felizes os misericordiosos porque alcançarão misericórdia”.
É me lançando em Teus braços que posso sentir a justiça acalmar minha alma, tranquilizar meu espírito e sutentar meu corpo, já cansado das injustiças, da pequenês de um povo que se diz discípulo Teu, das intrigas que surgem das incompreensões, da intolerância, das falsidades, enfim, de “representação da fé”.
Sei que não sou nada Senhor, sei que nem mesmo mereço lhe dirigir a Palavra diante da tua grandeza, mas sou como aquela mulher que na impossibilidade de comer o pão dos filhos de Israel, se contenta com as migalhas que caem da mesa. Nesse instante, nessa hora de louvor e adoração, minha casa é o vosso templo, e pra mim basta o Teu olhar e o Teu sorriso, para que eu seja tocado pelos Teus mistérios, pela Tua paz e pelo Teu consolo divino.
Eis aqui o teu servo Senhor, eis que me lanço em Teus braços…
Um abraço fraterno
Márcio Garcia
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A Inspiração de Deus na Sagrada Escritura
Autor: Marcio Garcia | setembro 24, 2011
A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vocês, filhos amados da Comunidade e os demais irmãos em Cristo.
A Sagrada Escritura
A Sagrada Escritura é o conjunto dos livros escritos por inspiração divina, nos quais Deus se revela a si mesmo e nos dá a conhecer o mistério da sua vontade. Divide-se em duas grandes secções: Antigo Testamento, que contém a revelação feita por Deus antes da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo ao mundo; Novo Testamento, que contém a revelação feita directamente por Jesus Cristo e transmitida pelos Apóstolos e outros autores sagrados.
A Sagrada Escritura, Palavra de Deus aos homens
Deus falou aos homens através de outros homens por Ele escolhidos para esse fim, mas sobretudo por meio de seu Filho, Jesus Cristo (Heb 1,1-2). Desse modo, a Palavra de Deus tornou-se linguagem humana sem deixar de ser Palavra de Deus, assim como o Filho de Deus se fez homem sem deixar de ser Deus; e sujeitou-se, tal como Ele, às limitações e condicionamentos da palavra humana, excepto no erro formal. Tais condicionamentos são:
Condicionamentos de tempo Os livros da Bíblia são fruto do seu tempo. Por isso, se quisermos entender a mensagem de Deus, temos de conhecer o tempo e as circunstâncias históricas em que foi escrito cada um deles.
Condicionamentos de espaço Os livros da Bíblia nasceram em vários lugares geográficos, cada qual com o seu ambiente próprio: uns na Palestina, outros no mundo helénico e outros no Império Romano. E um livro também é filho do meio em que nasceu.
Condicionamentos de raça Os livros da Bíblia procedem quase todos do povo semita, mais concretamente do povo judeu, que tem um modo de pensar e de se exprimir muito diferente do nosso. É preciso conhecê-lo, para entender a Palavra de Deus.
Condicionamentos de cultura Os livros da Bíblia são obra de muitos autores com mentalidade e cultura diferentes, às vezes distanciados entre si por vários séculos. Tudo isso marcou a Bíblia e deve ser tido em conta, pois os autores sagrados, embora escrevessem sob inspiração de Deus, não foram privados da sua personalidade.
Transmissão da Palavra de Deus
A Palavra de Deus, no Antigo Testamento, revelou-se através da Tradição e da Sagrada Escritura. Com Cristo, Palavra em pessoa, começa uma nova Revelação: o Evangelho. Os transmissores desta nova Palavra são os Apóstolos, que dão origem à Tradição Apostólica. Os Evangelistas, mais tarde, inspirados pelo Espírito Santo, recolhem e fixam essa Tradição por escrito, dando assim origem à Sagrada Escritura do Novo Testamento.
Por isso, diz o concílio Vaticano II: “A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura estão intimamente unidas e compenetradas entre si. Com efeito, derivando elas da mesma fonte divina, fazem como que uma coisa só e tendem ao mesmo fim.” (Dei Verbum, 9)
Inspiração da Sagrada Escritura
A Inspiração é o que caracteriza e essencialmente distingue a Bíblia de todos os outros livros humanos. Acreditar na Inspiração da Sagrada Escritura foi sempre um dogma de fé para os Judeus e para a Igreja. Os Judeus dividiam a Bíblia em três partes: a Lei (Torá), que era considerada a Palavra de Deus por excelência; os Profetas (Nebiîm), que falaram em nome de Deus; e os Escritos (Ketubîm), formando todos juntos os «Livros santos» (1 Mac 12,9). Jesus Cristo e os Apóstolos citaram-nos como Palavra de Deus (Act 1,16; 4,25). Mas São Paulo e São Pedro é que nos transmitem os dois textos clássicos sobre esta verdade. Paulo diz: «Toda a Escritura é divinamente inspirada» (theopneustos: 2 Tm 3,14-17); e Pedro afirma: «Mas sabei, antes de mais, que nenhuma profecia foi proferida pela vontade dos homens. Inspirados pelo Espírito Santo, é que os homens santos falaram em nome de Deus.» (2 Pe 1,21)
Os Santos Padres também são unânimes em afirmar que Deus é o autor da Sagrada Escritura e que o hagiógrafo é instrumento de Deus. E a Igreja manifestou a sua fé nesta verdade em vários concílios e documentos. O último e o mais expressivo é a constituição dogmática Dei Verbum (DV), do concílio Vaticano II, que diz: “As coisas reveladas por Deus que se encontram escritas na Sagrada Escritura foram consignadas por inspiração do Espírito Santo.” E mais adiante, falando da natureza desta inspiração, acrescenta: “porque escritos por inspiração do Espírito Santo, têm a Deus por autor e, como tais, foram confiados à Igreja. Todavia, para escrever os livros sagrados, Deus escolheu e serviu-se de homens na posse das suas faculdades e capacidades para que, agindo Deus neles e por eles, pusessem por escrito, como verdadeiros autores, tudo aquilo e só aquilo que Ele queria.” (n.° 11) Portanto, segundo a constituição Dei Verbum, os livros sagrados são produto da acção transcendente de Deus que suscita, dirige e envolve inteiramente a actividade humana, agindo em constante coordenação com ela.
Esta ação divina estendeu-se a todas as faculdades e actos do homem que concorreram para a produção dos livros santos, e abrange todas as partes dos livros e todos os géneros literários que neles se encontram. No entanto, longe de tornar o hagiógrafo passivo, tal acção favorece a sua livre espontaneidade; porque o homem é tanto mais livre e activo quanto mais o Espírito Santo o acompanha. Deus, quando actua no homem, fá-lo sempre com suma delicadeza, respeitando a sua liberdade e a sua maneira de ser, mas valorizando-as e potenciando-as. A Bíblia não é, pois, fruto de um ditado mecânico, mas uma obra em que Deus e o homem intervêm: Deus com as suas perfeições infinitas, e o homem com as suas faculdades e conforme a sua capacidade. Por isso, os dois são verdadeiros autores dos livros sagrados.
Os livros da Sagrada Escritura
Os livros da Sagrada Escritura, tanto do Antigo como do Novo Testamento, agrupam-se em três conjuntos: históricos, sapienciais e proféticos, conforme o género literário que neles predomina.
Nesta obra, cada conjunto e cada livro são precedidos de uma Introdução. Nela são dadas todas as informações necessárias para enquadrar o texto no seu contexto histórico, geográfico e literário e se apontam os seus objectivos e a sua mensagem teológica.
União do Antigo e do Novo Testamento
O Antigo Testamento é a história da revelação de Deus ao povo de Israel, narrada e explicada pelos autores sagrados e escrita nos livros da Antiga Aliança, como verdadeira Palavra de Deus. Estava orientado, “sobretudo, a preparar, a anunciar profeticamente e a significar com várias figuras a vinda de Cristo, Redentor universal, e a do Reino messiânico” (DV,15). Embora a sua missão fosse preparar o povo de Israel para a vinda de Cristo, mantém esse mesmo sentido para os homens de hoje. «A Lei (AT) foi nosso pedagogo para nos conduzir a Cristo» (Gl 3,24). A experiência do povo de Israel é útil também para quem continua à procura de Cristo. Todos temos necessidade de nos preparar para os novos adventos de Cristo, que se realizam na Liturgia e na vida cristã, rumo à Parusia do Senhor.
O Antigo Testamento dá-nos a conhecer Deus e o ser humano e o modo como Deus se relaciona com o homem e a mulher. Porque esse conhecimento está adaptado às pessoas a quem se dirige, no Antigo Testamento encontram-se “imperfeições e coisas restritas a um tempo determinado.” Realmente, Deus tolerou modos imperfeitos de observar a lei moral: poligamia, divórcio, vingança, etc. Mas isso manifesta a pedagogia divina, que vai conduzindo o povo do imperfeito ao mais perfeito. Por isso, o Antigo Testamento conduz à perfeição do Novo Testamento.
Para além disso, o Antigo Testamento já exprime um vivo sentido de Deus, contém doutrinas preciosas sobre Deus e a sua transcendência, sobre a criação, sobre o ser humano enquanto imagem de Deus, sobre a Providência, etc.; e oferece-nos um tesouro admirável de orações. Por isso, “os cristãos devem aceitar devotamente esses mesmos livros”, como raiz do Novo Testamento e do Cristianismo (DV,15).
A constituição Dei Verbum diz que “a Igreja sempre venerou as divinas Escrituras a par com o próprio Corpo de Cristo”; que sempre as considerou e continua a considerar, juntamente com a Sagrada Tradição, como regra suprema da sua fé; e, por último, chama-lhes “a fonte pura e perene da vida espiritual” (n.° 21).
Mas, para ser realmente a fonte da vida espiritual, é preciso que a Bíblia volte a ser “a alma da teologia”, da pregação, da pastoral, da catequese e de toda a instrução cristã (DV, 24). Que todos, sacerdotes, religiosos e fiéis mantenham um contacto íntimo e constante com os Livros sagrados através da leitura assídua, do estudo e da meditação. “Porque desconhecer as Escrituras é desconhecer a Cristo” (São Jerónimo). Para isso, são precisas traduções acompanhadas das notas explicativas correspondentes, em todas as línguas vivas, para que cada um as possa ler na sua língua materna (DV, 25).
Para estar cada vez mais em consonância com esta doutrina da Igreja, e porque as ciências bíblicas e da linguagem evoluem, é que a DIFUSORA BÍBLICA meteu ombros a esta edição da Bíblia Sagrada, profundamente revista e actualizada tanto na versão do texto como nas introduções e notas.
Um abraço fraterno
Márcio Garcia
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E VÓS QUEM DIZEIS QUE EU SOU?
Autor: Marcio Garcia | setembro 23, 2011
A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vocês, filhos amados da Comunidade e os demais irmãos em Cristo.
E vós quem dizeis que eu sou?
Aconteceu que Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”.
Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?
Assim como Jesus perguntou para os discipulos, hoje Ele também pergunta pra mim, pra você, pra todos nós. “e vós quem dizeis que Eu sou?”. Como responder tal pergunta justamente para quem sabe de todas as coisas? O certo é que pra Jesus nada podemos ocultar, nada podemos omitir, esconder ou até mesmo usar de mentira, pois o nosso Senhor é a Verdade.
Pedro tomado pela unção do Espírito Santo responde a Jesus: “O Cristo de Deus”.
A inspiração veio de Deus, mas com certeza o coração humano de Pedro já palpitava forte diante da presença do Senhor, o humano do discípulo devia estar ardendo de emoção ao ouvir as palavras e os ensinamentos daquele que era e é o verdadeiro Mestre. Pedro já tinha muitas razões para dizer que Jesus era o Cristo, o Messias, o Ungido, mas a ousadia de pronunciar e assumir essa verdade é fruto da inspiração divina.
Qual é a experiência que temos com Jesus, para podermos afirmar algo sobre Ele hoje? É uma pergunta que temos que nos fazer diariamente, pois as vezes falamos muito Dele, discutimos sobre Ele e alguns até brigam pra ver quem sabe mais sobre Ele. Afinal, quem é esse Jesus?
Podemos vê-lo e experimentá-lo na pessoa do irmão como Ele tanto nos falou, podemos vê-lo na justiça,na inclusão social na humildade e na pobreza, mas assim como Pedro, também somos humanos e necessitamos da inspiração divina, para enxergarmos a identidade messiânica do Senhor.Em tudo isso Jesus está presente, pois Ele é Amor, graça e misericórdia.
Mas a nossa visão espiritual tem que olhar pra Jesus e inspirado pelo Espírito dizermos confiantes:”Jesus, Tu és o nosso libertador”, Aquele que vem ao nosso encontro para nos tirar da escravidão desse mundo, das impurezas e dos sofrimentos.Quando passamos a ter uma convivência com Ele, acabamos por suplicar-lhe: Jesus tende piedade de nós, liberta-nos de todo pecado!
A vontade de assumir essa verdade em nossa vida já foi semeada em todos nós, pois somos filhos e filhas de Deus, o que nos falta é a abertura de coração para deixarmos o Espírito Santo pronunciar os desejos dos nossos sentimentos e da nossa fé.
Márcio Garcia
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